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terça-feira, 12 de novembro de 2019

"Perguntaram na Filha do ty Simão Bengui Eduardo, que estuda na Escola 385 do Panguila (Bengo-Angola)  da 9 Classe, sala 6.

"Perguntaram na Filha do Panafricanista Simão Bengui Eduardo, que estuda na Escola 385 do Panguila (Bengo-Angola)  da 9 Classe, sala 6.

1. Professora: Como te Chamas?

R/: Yemanja Nguima

2. Professora: Yemanja? Quem é?

R/: Deusa divindade africana, Orixa do Rio que posteriormente passou para a Deusa  do Mar, é venerada na espiritualidade Yoruba Africana (Nigeria, Benin) e no Brasil;

3. Professora: porque deste nome?

R/: Sou Africana é  claro que o meu nome deve partir das nossas crenças, nossa ancestralidade e nossos heróis;

4. Professora: és Cristã?

R/: Não, sou uma simples Africana....

5. Professora; os teus pais não rezam? Não vão a Igreja?

R/: Não, os meus pais não são religiosos, não frequentamos Igrejas, e não rezamos, apenas agradecemos a existência, aos ancestrais pela vida;

6. Professora: Então vocês não acreditam em Deus, Jesus?

R/:Não, acreditamos na Natureza, na vida e nos ancestrais, acreditamos no Molimo (energia).

7. Professora: Então quem é vosso Deus?

R/: Ngana Nzambe, Nzambi a Mpungu, mas não é pessoa é energia (molimo) que sentimos, vivenciamos em tudo que existe...

8. Professora: Então você não sabe o que é salvação. Assim quem é o teu salvador?

R/: Os meus ancestrais, os que morreram para eu ser uma Menina livre do sistema colonial religioso e capitalista..

9. Professora: Hahaha você é engraçada menina, és estranha, tens cá umas ideias...você não é normal, qual é a sua Etnia, a sua origem?

 R/: Sou Mukongo, pertenço ao povo Bakongo aqueles que construíram o Império Kongo;

10. Professora: viste, eu sabia, os Bakongo são assim, ensinam estas coisas estranhas das tradições nas crianças. Assim qual é a sua Língua?

R/:A nossa Língua é  Kikongo, mas eu nasci cá em Luanda falo o Português a Língua do colonizador Português fazer o que ne?

Mas estou aprender o Lingala que o pai nos ensina por ser uma língua Africana facil de falar e ouço também nas músicas do JB. Mpiana, Ferre Gola, Werrason, Watanabe..

11. Professora: Qual é o teu sonho Menina?

R/: Ser Cientista, gosto de pesquisar...

12. Professora:Ok, mas você é estranha..

R/: Os meus pais já me disseram assim que eu me identificar vão me chamar de estranha e não sei porque...

13. Professora: Esquece isso...

R/: Não tem como estou ligada a isso...

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Foto: Ilustrativo

Simão Bengui Eduardo II

Radini Sevla

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Despachar a quartinha



POR QUE JOGAR ÁGUA NA RUA ?

Jogar água na rua ou na frente de nossa casa ou Ilé asé se chama, Omi tutu, ou seja, Água que acalma.

Esse ritual é muito antigo, e praticado tanto em Nigéria quando Angola e Benin.

Mas focaremos no ato que representa o culto Nigeriano.

Muitos são os motivos para se fazer o Omi tutu.
_ Esfriar o caminho de quem chega.
_ Esfriar o caminho de quem vai.
_ Apagar o rastro de um ebó negativo
_ Abrir caminhos para uma nova energia mais sensível.
_ Mostrar aos convidados que são bem vindos.
_ Mostrar para os convidados que Èsù aprova sua visita.
_ Sacrificar Obi ou orogbo para obter boa sorte.
E muito mais.

Todo ato de jogar água no chão remete a três divindades. Èsù, Onilé e Egungun.

Fazemos para acalmar a divindade para não desagradá-la para um novo ato que se seguirá após o omi tutu.

Em suma, em todos esses momentos, o objetivo é apaziguar. Há uma frase em yorùbá que diz “Somente a Água Fresca Apazigua o Calor da Terra”.

Ao acordamos, despachamos a porta, recitando palavras que tem por objetivo, pedir que aquele dia seja de tranquilidade e de harmonia. Quando estamos saindo de casa, jogamos água à rua, rogando à Èsù Oná (O Senhor dos Caminhos), que aquela água, apazigue os caminhos que vamos percorrer e que, sobretudo, não nos deparemos com situações que nos exponha a riscos.

Muito comum de se fazer antes de entrar no Ilé Asé ou espaços sagrados, ou até mesmo antes, durante e depois de um ritual.

Não se remete apenas em jogar água no chão, mas sim rezá-la ao fazer o ato. Veja a reza abaixo:

Omi tutu
Omi tutu Èsù
Omi tutu Onilé
Omi tutu Egungun
Omi tutu onã
Omi tutu mojubá o!

Tradução:
Água que acalma ou esfria
Água que acalma Èsù
Água que acalma a terra
Água que acalma os Ancestrais
Água que acalma os caminhos
Água que acalma, eu te saúdo.

Fazendo isso, estará alimentando com água as divindades e principalmente o Caminho. Não queira estar no caminho quando ele estiver com fome. Então sempre que houver vontade ou intuição faça antes ou depois de sair de casa para ir a algum lugar.

Esse ritual pode ser simples, mas é na simplicidade que o Orixá atua em nossa vida.

Cuide de Èsù onã e nunca terá problemas para caminhar!


Jagun não é Obaluaiyê...




Jagun é ou não é Obaluayê?

Muitos olham pra ele de várias formas, uns dizem que ele tem a famosa palha de Obaluayê na cabeça outros afirmam que ele usa apenas um oja na cabeça...
Eu como filho deste Orixá e que tanto corro atrás de informações, raízes e os verdadeiros cultos de Jagun.
Independente de qualquer caminho desse Orixá, ele tem fundamento com Ogun, Ajagunã e Ja.
É um Orixá quente de guerra, destemido e muito valente as vezes temperamental como os seus filhos, mais o seu objetivo é fazer Paz em nome de Oxalá, e que eu posso dizer é que Jagun é natural das terras de Ekiti.
Por isso muitos confundem os filhos de Jagun com os filhos de Oxaguiã, Ogun ou de Omulu.
Mais a confusão entre Jagun e Obaluaye começa quando ele é ordenado por Oxalá junto com Ajagunã e Ja para atacar as terras de Oxum, as terras de Osogbo...
Nisso Oxum descobriu que seria atacada pelos 3 guardiões de Oxalufã, rapidamente consultou Ifá, e fez um ebó pra eles com Igbis e quando eles atacaram cada um foi para um terra diferente.

Jagun foi pra terras de Obaluaye, Ja para as terras de Ifé Ogun, e Ajagunã para as terras de Oxaguiã.
Jagun começou uma nova vida por lá nas terras de Obaluaye, mais viu que lá não existia um culto especifico pra ele como tinha em sua cidade natal Ekiti, e como estava perdido por lá e não sabia voltar por que também estava enfeitiçado por Oxum... então viveu nesse local por um tempo, conseguiu crescer e ganhar o respeito e o culto do povo da terra de Obaluayê, e assim nasceu uma nova espécie de culto pra Jagun sendo assim passando a usar a palha na cabeça mais até a cintura e por baixo da palha sempre usando o branco original seguindo a ordem de Obatalá (Rei do Pano Branco) sem deixar a raiz funfun e está ali lutando em nome de Oxalá.

Mais Jagun não se contentou em ficar ali somente, inquieto e em busca da volta a Ekiti, passou por várias terras de vários Orixás e assim dando origem aos seus caminhos

Jagun Elewé - Ligado a família Unjí, esse caminho é o caminho que Jagun passou nas terras de Sapata e encontrou Orisá Ọ̀sónyìn e aprendeu a magia da cura e das folhas.Caminha com Ọ̀sónyìn.Sua ferramenta é um opere Ọ̀sónyìn prateado mas sem as folhas Faz Oro com Ọ̀sónyìn e ligado a Erinlẹ̀ e Ògún Já.Nesse caminho ele é muito guerreiro e ligado a cura e os mistérios de magia de Ìyámi Oṣoronga.

Jagun Alagba ou Jagun Abagba - Esse caminho de Jagun é muito melindroso,pois ele tem muita ligação com Ìyámi e Baba Egun.Pessoas desse caminho pelo menos tem que se tomar Bori ou Obi com Ejé dois vezes no ano.È um caminho muito quente,tem ligação com Yewa pois ele foi sua esposa e é bom arruma todas as Iyabás para acalmá-lo,alias todos os caminho é bom serca com muito Orisá Omi e Òṣàlà.Esse caminho é Ligado a Ajagunã e Já.Ele leva uma mão de pilão nas costas e mora no quarto de Orinssala ou em um quarto com Ajagunã/Betiode ou Betioco dependendo do Odu da pessoa e Já.Para mexer com esse Orisa independente de caminho tem que tratar bem de Ìyámi, Egun e Esú. Esse caminho de Jagun usa três ikeles um de Buzios,um de conta e outro de Branco de Osala.

Jagun Ọdé Ou Jagun Olodé - Ligado aos Odés.Inclusive mora no quarto dos Odés.Ligado a Ògún e Ọ̀ṣọ́ọ̀si.Ele usa um Ofá prateado.Faz Orô com Ọ̀ṣọ́ọ̀si e Ògún Já. Mas se arruma: Ọ̀ṣọ́ọ̀si,Otín e Logun Edé, Erinlé,Iya Otín ,Ajagunan Betiodé e Ògún..Ou seja ele é ligado a todos os Odés e mais ele sai também no abado de Ọ̀ṣọ́ọ̀si e nos mariows de Ògún.

Jagun Igbona - Ligaçao com Ayrá,nessa fase Jagun era lento como um igbí,que por isso Ayrá esquentou o casco do igbí para esquentalo E por isso nessa fase de Jagun é muito quente por se ligado aos Orisás do fogo.Ayrá e Oyá.

Jagun Agbá funfun - Ligado a Oṣàlúfọ́n, Yèmọnja e Oṣoguian. Esse caminho tem que fazer bastante oro a Ayrá pois ele é guerreiro mais é bem lento ....

Jagun Ajojí ou Jagun Seji Lonan - Ligado a Ògún, muito sanguinário. Ele é muito quente e guerreiro,nessa fazer Jagun usa mariô ou abre caminho para acalmá-lo.Faz orô com Ògún,esse caminho leva um ikele e umbigueira de ferro.Ligado a Esú Ona também..

Jagun Aisan - Esse caminho de Jagun é totalmente Fêmea ou seja Iyabá,esse caminho ele se cobre de palha ou mario.quase não se faz mais.Assim conta -se o itan que ele nesse caminho seria fêmea.E por mais um motivo que muitas pessoas confundirão Jagun c/ Obalúwaìye por esse caminho usar palha.Esse caminho só se arruma não se faz em Ori.

Considerar Jagun como Obaluayê não está errado, pois o mesmo aceitou as tradições das terras de Obaluaye, mais também é correto usar por opção do Zelador todos os fundamentos desse Orixá pois ele tem cantigas e culto próprio, é correto também Jagun não vestir palha.


                                 Ilustração de Jagun (a esquerda) e Obaluayê (a direita)

Que depois de anos, lá na cidade de Ekití, Olooke o grande senhor da montanha e rei de Ektií e pai de Oxum, sentia falta de sua filha na cidade onde ela nasceu. Oxum,estava na cidade de Osogbo, então Olooke por ser muito amigo e companheiro inseparável de Obatalá, pediu a ele que enviasse seu filho Oxaguiã para buscar Oxum. Assim fez, Oxaguiã foi buscar Oxum a força, Oxum não queria vir e ele não conseguiu trazê-la de volta, pois Oxum amava a cidade de Osogbo onde ela comandava sozinha tudo aquilo. Então voltou Oxaguiã para Obatalá sem Oxum. Oxaguiã com medo da reação de Olooke pediu a Obatalá que não deixasse ele fazer nada contra ele. Olooke então lembrou do outro guerreiro de Oxalá que se chamava Jagun e que ele muito confiava. Olooke ao saber que Jagun tinha sofrido um golpe por feitiço de Oxum,ele imediatamente mandou chamar Jagun. Jagun então voltou a terra de Ekití onde ele nasceu, foi perante a Oké e lhe pediu perdão por anos sumido de suas terras Olooke pediu que ele fosse buscar Oxum, Jagun retrucou dizendo que ela tinha o poder das Íyas e que ele não conseguiria. Olooke como ele que tinha outorgado a Iyas seus poderes de Agé, falou: Ómo Jagun vá que nada te acontecerá. Assim fez Jagun foi chegou e trouxe Oxum. Olooke por estar tão feliz em ver sua filha de volta deu o titulo a Jagun de Jagun-Efan, que seria guerreiro de Oxum. Ele muito grato a Jagun deu lhe o privilegio de ser uns príncipes de Efan e dividir o reinado do Ekiti com Oxum, para que Oxum sempre lembra-se dele.

Bom, com isso Jagun volto a terra de Efan, mas Jagun não esquecera as terras do Jejê onde tinha filho, mulher e amigos. Ai demonstra o porque o Efan acabou tendo ligação com as terras dos voduns e porque hoje em dia e no antigo terreiro do Oloroke cultuava Iroko,Omolu,Bessen,nana e outros vodus.


Opinião feita em base de pesquisas feitas por: Oluwá Le Ji de Jagun

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

JÁ ESTAMOS DISPONIBILIZANDO A COTA DE PRESERVATIVOS E PREVENÇÃO E PROMOÇÃO A SAÚDE ISTs-HEPAIDS E TUBERCULOSE...

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JÁ ESTAMOS DISPONIBILIZANDO A COTA DE PRESERVATIVOS E PREVENÇÃO E PROMOÇÃO A SAÚDE ISTs-HEPAIDS E TUBERCULOSE...

ATENÇÃO POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS E PESSOAS DAS DIVERSIDADES, EMPRESAS E INSTITUIÇÕES PARCEIRAS E COMUNIDADES, ASSOCIAÇÕES E ORGANIZAÇÕES SOCIAIS E USUÁRIOS DO SUS E USUÁRIOS E PARCEIROS E VOLUNTÁRIOS ... JÁ ESTAMOS DISPONIBILIZANDO A COTA DE PRESERVATIVOS E PREVENÇÃO E PROMOÇÃO A SAÚDE ISTs-HEPAIDS E TUBERCULOSE: PROJETOS: DEDO DE PROSA E TERREIROS DE PORTAS ABERTAS E MALETA DA SAÚDE - SALA DE ESPERA..PARCERIA MS-DF/SESAP-RN/SMS- NATAL/RN E REDE MANDACARU BRASIL...
+55 084 988035580 ....




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terça-feira, 1 de agosto de 2017

04-06 de Setembro, 2017 : UFRN : Natal/RN
IV Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena da UFRN ...














- Todas as atividades serão realizadas no Auditório B do CCHLA/UFRN

Público Alvo: 

Estudantes de graduação e pós-graduação e demais pesquisadores, militantes, ativistas,
comunidades tradicionais....

O IV Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena da UFRN é parte dos esforços
de docentes e discentes do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação
em Antropologia Social da UFRN em trazer para o centro do debate questões relativas às
populações indígenas da América do Sul. Já foram realizadas duas edições desse Ciclo em
2016: na primeira, foram discutidas as múltiplas dimensões da arte ameríndia os processos de produção que envolvem os artistas indígenas; e na segunda, os debates se concentraram na
inserção de jovens indígenas nas mobilizações políticas e nos espaços de formação acadêmica universitária. A proposta do III Ciclo é dar continuidade a esses debates iniciados em 2016,
agora com o foco na questão da perícia antropológica e nos direitos dos povos indígenas.
A perícia tem sido posta como grande desafio na formação dos antropólogos, na medida em
que aponta para a consolidação de um campo importante de atuação profissional, ao mesmo
tempo em que problematiza o lugar do antropólogo na defesa dos direitos dos povos indígenas.


... LOCALIZAÇÃO (ANTIGA) DOS GRUPOS INDÍGENAS DO RIO GRANDE DO NORTE

http://fpedern.blogspot.com.br/2013/03/provavel-localizacao-antiga-dos-grupos.html


ETNIAS INDÍGENAS DO NORDESTE BRASILEIRO


Programaçã: 
- Outras informações estão disponíveis no sitio:

https://cicloetnologiaufrn.wixsite.com/ivciclo



http://mandacarurn.blogspot.com.br/2015/11/a-unica-yalorixa-indigena-do-rio-grande.html

ÚNICA YALORIXA INDÍGENA MARIA XOROQUE (Maria Soares), NO RN E PROVAVEL NO BRASIL - O ENCONTRO DE DUAS ANCESTRALIDADES AFRICANA E INDÍGENA EM TERRAS BRASILEIRAS E POTIGUARES...GUARDIÃ DE DUAS TRADIÇÕES AFRICANA E INDÍGENA...ORGULHO YALORIXA MARIA XOROQUE (MARIA SOARES) SER COORDENADORA DA REDE MANDACARU BRASIL EM TERRAS POTIGUARES... orgulho de Ya Maria ser coordenadora colegiada rede mandacaru Brasil...valorizando as nossas raízes...


YALORIXA MARIA XOROQUE (MARIA SOARES) SER COORDENADORA DA REDE MANDACARU BRASIL EM TERRAS POTIGUARES... orgulho de Ya Maria ser coordenadora colegiada rede mandacaru Brasil...valorizando as nossas raízes...


ORGULHO PARA O RN - A ÚNICA YALORIXA INDíGENA DO RN GUARDIÃ DE DUAS TRADIÇÕES INDÍGENA E AFRICANA É DESTAQUE EM PRIMEIRA CONFERENCIA INDÍGENA DO RN.... YALORIXA MARIA D*OGUN XOROQUE - NATIVA DO AMARELÃO EM VARIAS GERAÇÕES MARIA SOARES -YA MARIA XOROQUE E DESTAQUE NA CONFERENCIA POR SER A PRIMEIRA YALORIXA INDÍGENA DO RN E TALVEZ DO BRASIL... AXE NOSSO KOLONFE OLORUN KOLONFE A MAE MARIA XOROQUE INDÍGENA DO AMARELÃO DOS MENDONÇA ... NO RN..ANCESTRALIDADE A MAIS DE DOIS SÉCULOS NO AMARELÃO....


 

http://amarelaoemfoco.blogspot.com.br/2015/08/i-conferencia-de-politicas-indigenistas.html


http://mandacarurn.blogspot.com.br/2015/11/a-unica-yalorixa-indigena-do-rio-grande.html



Líder Indígena COMUNIDADE DO TAPARÁ - MACAIBA - RN Francisca Bezerra (Francisca do Tapará) OUTRO ICONE NA LUTA E ATIVISMO E RESISTENCIA INDIGENA EM TERRAS POTIGUARES:
Francisca Bezerra - Créditos: Catarina Santos

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lIDER INDIGENA LUIZ CATU... REVERENCIAMOS NOSSOS ILUSTRES IRMAOS DO CATU TAMBÉM JUNTO A MOISES CATU E VALDA CATU ATIVISTAS E LUTADORES E A TODOS OS POVO INDIGENAS DO RN....


COMUNIDADES INDÍGENAS NO RN

MENDONÇA DO AMARELÃO
João Câmara-RN

Os antecessores dos Mendonça do Amarelão são indígenas migrantes do Brejo de Bananeiras do Estado da Paraíba que chegaram à região por volta da primeira metade do século XIX. São mais de 1.600 pessoas que vivem no Amarelão (João Câmara/RN) – lugar de fundação da família há mais de 150 anos e Assentamento Santa Teresinha – terras que os Mendonça conseguiram recuperar junto ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras – MST, área vizinha do Amarelão. Ambas as localidades estão distantes em mais de 90 km de Natal.


  ELEOTÉRIO - CATU
Canguaretama/Goianinha-RN

São aproximadamente 900 pessoas que vivem numa região chamada Catu (na língua Tupi significa “bom”, “bonito”). É uma área localizada nos municípios de Canguaretama/Goianinha, distando cerca de 80 km de Natal. O Catu está rodeado de canaviais e por criadouros de camarão.
No século XVIII a antiga aldeia de Igramació (arredores de Vila Flor, Goianinha eCanguaretama) abrigava indígenas Potiguara e depois Tapuia, sobreviventes da “Guerra dos Bárbaros” (LOPES,2003).


CABOCLO
Açu-RN

Próxima a Riacho no município de Açu compõe-se de 150 pessoas que vivem em terras alheias. Vivem da agricultura, trabalhando como meeiros, ou seja, tudo que produzem na terra têm que dividir com o dono do lugar. Os Caboclo falam de sua origem indígena e de migrações da família que vieram de Paraú (oeste do RN).
Alguns se identificam como indígenas, outros como “caboclos”, denominação que se remete a antecessores indígenas. Há cavernas e outros lugares de memória que são lembrados pelos mais velhos como espaços dos antecessores indígenas.


  BANGUÊ
Açu-RN
Composta por 180 pessoas que vivem à margem da Lagoa do Piató (13 km de extensão) no município de Assu. Trabalham com a pesca e agricultura de subsistência. Da mesma forma que as demais comunidades já vistas, há muita precariedade no que se refere à saúde, à educação, ao lazer e ao trabalho.
Há referências à origem indígena e à presença desses antecessores na memória social.


Lagoa do Piató

SAGI
Baía Formosa-RN

Localiza-se numa praia do mesmo nome, no Município de Baía Formosa, litoral sul do Rio Grande do Norte, fronteira com a Paraíba. São aproximadamente 540 pessoas. 
Ao que tudo indica  as famílias pertencem a troncos familiares dos indígenas Potiguara da Paraíba que chegaram na região há mais de 100 anos.

Rio Guaju - Sagi

 Texto: Jussara Galhardo
                                                                                        Adaptação: Gorete Nunes


sexta-feira, 14 de julho de 2017

CONAQ em defesa do direito constitucional quilombola à terra: Não haverá trégua aos racistas STF retomará em 16 de agosto julgamento do Decreto Federal n° 4887/03.

CONAQ em defesa do direito constitucional quilombola à terra: Não haverá trégua aos racistas
STF retomará em 16 de agosto julgamento do Decreto Federal n° 4887/03.


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CONAQ em defesa do direito constitucional quilombola à terra: Não haverá trégua aos racistas
STF retomará em 16 de agosto julgamento do Decreto Federal n° 4887/03.

Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ 

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Dandara, Acotirene, Tereza de Benguela, Ganga Zumba e Zumbi dos Palmares são algumas das lideranças históricas do povo negro que se somam em mais uma batalha histórica dos quilombolas. A luta por autonomia e vida digna para quilombolas, nesta sociedade construída com base no racismo, terá no julgamento do STF mais uma batalha. Por meio desta carta convocamos todas e todos a somarem-se na luta pela defesa do direito à terra das comunidades quilombolas.


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Em 16 de agosto de 2017 o Supremo Tribunal Federal retomará o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 3239/04, que tem por finalidade julgar o Decreto Federal n° 4887/03, que regulamenta os procedimentos administrativos para titulação dos territórios quilombolas, para assim cumprir com a determinação constitucional contida no art. 68 do ADCT. No julgamento se decidirá se a atual política de titulação de terras continuará, a depender da decisão do STF sobre a constitucionalidade do decreto.

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O julgamento da ADI 3239/04 está atualmente empatado, com um voto pela constitucionalidade do decreto, da Ministra Rosa Weber, e outro voto pela inconstitucionalidade, do Ministro Cesar Peluso. Nós quilombolas precisamos conquistar mais cinco votos para garantir a constitucionalidade do decreto.
Para a CONAQ o julgamento do decreto quilombola não é o início, muito menos o fim das lutas contra o racismo em nossa sociedade. Mas será uma etapa importante da batalha, pois 129 anos após à abolição forma e inconclusa da escravidão de 1888 o Estado brasileiro, através do STF, julgará a legitimidade do direito constitucional quilombola à terra, conquistado através da árdua luta de gerações de negros e negras.
Buscando enfrentar o racismo e recuperar os sentimentos de dignidade, orgulho e confiança do povo negro enfrentaremos mais essa batalha pela ressignificação histórica dos quilombos. Repudiamos qualquer afirmação de que os quilombos, como já afirmou o Min. Cesar Peluso, sejam locais de negros fugidos. Os quilombos de ontem, de hoje e de amanhã são espaços de luta contra o racismo, de conquista da liberdade e da dignidade que nos foi, e ainda é, negada pelos escravocratas racistas de ontem e de hoje.
Não aceitamos esse destino que nos é dado pelos racistas. Nós quilombolas precisamos de acesso à terra para manter nossa vida com dignidade. Não abrimos mão desse direito.
Lutaremos para derrotar as elites brasileiras, em especial a agrária e a política, que se enriquecem às custas do sofrimento do povo negro. Somos sobreviventes, superamos 350 anos de escravidão e estamos vivos (as), atentos (as) e prontos (as) para o bom combate. Racistas não passarão!


Conclamamos a todos e todas que se unam às lutas quilombolas, que se somem às articulações da CONAQ para que possamos construir a vitória que queremos junto ao Supremo Tribunal Federal.  

Brasília/DF, 03 de julho de 2017.


Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ 


                                                                                            
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais 
Quilombolas - CONAQ




quinta-feira, 13 de julho de 2017

REDE MANDACARU BRASIL - RECOSOL - RMRN - Ilê Ilê Axé àrà-àiyé omim fun fun ofa bara lona orum aiye: EM 2013 FESTEJAMOS A ENTRADA TRIUNFAL DA PRIMEIRA ...





EM 2013 FESTEJAMOS A ENTRADA TRIUNFAL DA PRIMEIRA YALORIXA DO BRASIL FRANCISCA YA  LUCIENE D*OYA TOGUN DA SILVA...A CURSAR CIÊNCIAS DA RELIGIÃO  NA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RN HOJE TRIUNFANTES  COM OYATOGUN....AGORA CIENTISTA SOCIAL DA RELIGIÃO  LICENCIADA A MATRIARCA DA FAMILIA OBETOGUNDA E ATIVISTA SOCIAL VENCE BARREIRAS E CONCLUIR SEU CURSO COM DESENVOLTURA E GALHARDIA A EXEMPLO A SER SEGUIDO POR TODAS E TODOS...



REDE MANDACARU BRASIL - RECOSOL - RMRN - Ilê Ilê Axé àrà-àiyé omim fun fun ofa bara lona orum aiye: EM 2013 FESTEJAMOS A ENTRADA TRIUNFAL DA PRIMEIRA ...:  EM 2013 FESTEJAMOS A ENTRADA TRIUNFAL DA PRIMEIRA YALORIXA DO BRASIL A CURSAR CIÊNCIAS DA RELIGIÃO  NA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RN H...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PUBLICANDO NOTA DO GRANDE MESTRE CULTURAL DE BOI DE REIS - ALEXANDRE S.CAMPESTRE BOI DE REIS 7 ESTRELAS...






NOSSOS AGRADECIMENTOS AO NOSSO DELEGADO CONSELHO NACIONAL POLITICAS CULTURAIS - CNPC MINISTERIO DA CULTURA
— com Fernandes José Josimar Rocha.


PUBLICANDO NOTA DO GRANDE MESTRE CULTURAL DE BOI DE REIS - ALEXANDRE S.CAMPESTRE BOI DE REIS 7 ESTRELAS...

PARCERIA E ACOLHIMENTO SEMPRE BOI RESILIENTE DESDE DE 1964...

NOSSO CARINHO EM ECONTRO NACIONAL DE CULTURAS DO MINISTERIO DA CULTURA EM SERRA TALHADA - PERNANBUCO... CNPC MINC.

domingo, 22 de novembro de 2015

IX ENCONTRO DAS CULTURA
S POPULARES E
TRADICIONAIS
Raízes em Movimento



20 a 29 de novembro de 2015
Serra Talhada – Vicência – Aliança - Olinda

Pernambuco recebe IX Encontro das Culturas Populares e Tradicionais
Serra Talhada será o Centro da maior Celebração da Cultura Popular do Brasil.
Música, Cinema, Educação, Seminários, Rodas de Conversa, Artesanato, Encontros,
Cortejos, Teatro, Poesia, Dança, Política, Cidadania, Gastronomia e Palco Livre.
Fórum Nacional e Eleição dos Colegiados Setoriais das Áreas de Culturas e Povos Tradicionais

do CNPC, Roda de Conversas com o Ministro da Cultura Juca Ferreira

PROGRAMAÇÃO
FÓRUM NACIONAL DAS CULTURAS E POVOS
TRADICIONAIS
Local: Estação do Forró - Serra Talhada /PE
Local da Plenária: Tenda Xikão Xukuru
Local das reuniões: Tendas Mestre Salustiano
Hotel dos Participantes do Fórum: Hotel São Cristóvão
Período: 24 a 29 de novembro de 2015



24 de novembro

Local: Hotel São Cristóvão - Serra Talhada /PE
09h às 23h – Dia do receptivo - chegada dos participantes
Local: Estação do Forró
Participação na programação do IX Encontro das Culturas e Povos Tradicionais

12h às 14h – Almoço
16h - Coffee break
20- 22h - jantar

25 de novembro

Local: Hotel São Cristóvão
09h às 24h - Chegada dos participantes
Local: Estação do Forró
9h – 12h - Participação ao IX Encontro das Culturas e Povos Tradicionais
12h às 14h – Almoço
16h - Coffee break
Local : Tenda Xikão Xukuru - Estação do Forró
18h - Cerimônia de Abertura do Fórum Nacional das Culturas e Povos Tradicionais
20h - Jantar de boas vindas.

26 de novembro

Local: Tendas Mestre Salustiano - Estação do Forró
09h às 12h – Reuniões das Setoriais de Artesanato, Patrimônio Imaterial, Culturas Populares,
Culturas Afro Brasileiras e do Colegiado Indígena* - Acordo metodológico, critérios para a
formação do colegiado e dinâmica de condução dos trabalhos.
12h às 14h – Almoço
14h às 18h - Reuniões dos Colegiados Setoriais - Histórico do Colegiado, Análise, Perspectivas e
Agenda do Biênio.
*Colegiado Indígena tem programação específica.


27 de novembro

Local : Tenda Xikão Xukuru - Estação do Forró
09h00 às 12h00: Seminário Cultura e Pensamento: “Arte na Diversidade Cultural” (SPC/MINC)
- Mestra Dona Digé (Quebradeiras de Coco);
- Gilberto Gil (Cantor, Compositor e ex-Ministro da Cultura);
- Mestre Bule Bule (Poeta, Repentista e Cantador).
14h00 às 16h00 – RODA DE CONVERSA: “Diálogo entre Mestres e Ministro da Cultura”
- Juca Ferreira (Ministro da Cultura);
- Mestres e Mestras participantes do Encontro.

28 de novembro

Local: Tendas Mestre Salustiano - Estação do Forró
09h às 11h – Reuniões das Setoriais de Artesanato, Patrimônio Imaterial, Culturas Populares,
Culturas Afro Brasileiras e do Colegiado Indígena* – Proposição da Agenda do Biênio e Eleição
do Colegiado e do Representante no Pleno do CNPC.

12h às 14h – Almoço
Local : Tenda Xikão Xukuru - Estação do Forró
14h às 17h – Plenária para apresentação da Agenda do Biênio e divulgação dos resultados
eleitorais dos Colegiados Setoriais e Pleno do CNPC. Encerramento do Fórum Nacional Setorial
17h às 19h - Participação ao IX Encontro das Culturas e Povos Tradicionais
20- 22h - jantar
22h – 23h – Os participantes do Fórum Nacional Setorial devem estar no Hotel São Cristóvão
para saída de Serra Talhada /PE
23h e 24h – Retorno dos participantes aos seus estados de origem e respectivos aeroportos


29 de novembro

7h _às 12h - Retorno dos participantes aos seus estados de origem e respectivos aeroportos.